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As opções disponíveis no template NOVAthesis (parte 1)

Com frequência nos fóruns de apoio ao template NOVAthesis (Facebook e Google Groups) aparecem questões do tipo “Como é que eu faço X?” cuja resposta é simplesmente “Altera a opção Y de A para B!”.  Por isso, importa conhecer e compreender as opções disponíveis no template.  Vou apresentar algumas delas por grupos temáticos:

Sobre o documento:docdegree=X [phd, phdprop,phdplan, msc, mscplan, bsc] Os valores possíveis indicam o tipo de documento (por ordem): tese de doutoramento, proposta de tese de doutoramento, plano de tese de doutoramento, dissertação de mestrado, plano/preparação de dissertação de mestrado, relatório de final de licenciatura.
school=X [nova/fct, nova/fcsh, nova/ims, ul/ist, ul/fc] Os valores possíveis indicam a Escola onde a tese/dissertação irá ser submetida.  A alteração desta opção reconfigura a capa, margens, etc, para adequar o documento às regras da Escola.  As escolas suportadas são, por ordem, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa,…

Modo 'draft' vs 'final'

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O template permite escolherse a versão corrente é um draft ou final.  Quais são as diferenças?

Modo draft:

O ano e mês configurados com "\datemonth{…}" e "\dateyear{…}" são ignorados no desenho da capa, aparecendo na parte inferior "DRAFT:" seguido da data em que o ficheiro PDF foi gerado (ver figura).O LaTeX é muito picuinhas quanto ao espaçamento entre palavras e, por isso, às vezes o último caráter da linha pode ficar uns pontos (frações de milímetro) para dentro (linha muito curta — underfull) ou para fora (linha demasiado longa — overfull).  Quando neste modo (e só neste modo), o LaTeX coloca uma retângulo/caixa preta de aviso no final da linha (ver figura).  Ao trocar de modo draft para mode final estas caixasa pretas desaparecem.



Modo final: Na capa são colocados o mês e ano definidos no ficheiro template.tex.As overfull e undefull boxes desaparecem.
Recomendação: Mantenha o modo draft enquanto está a escrever o documento.  Troque para modo "fin…

Capas de tese sem menção do júri

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As regras da FCT dizem que o júri das provas deve constar na capa, tal como indicado nas figuras seguintes.



Esta informação está disponível para a produção das versões finais dos documentos (pois estas até são entregues depois das provas), mas normalmente não está disponível no momento em que as dissertações (ou planos/proposta de tese) são submetidas para apreciação pelo júri.  Por isso é importante remover o texto do júri da capa.
Como é que isso se faz?

A opção do template printcommittee (deve estar perto da linha 51 do ficheiro “template.tex”) permite controlar se o júri é ou não impresso na capa.  Com o valor true é impresso, com o valor false é omitido.



Nota final!

Se não sabe o nome de todos os elementos do seu júri, omita o júri da capa colocando a opção printcommittee=false.

Vamos tornar o mundo mais belo com MikTeX?

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Há pouco tempo publiquei um artigo sobre imagens bitmap vs. imagens vetoriais e da importância de utilizar imagens vetoriais sempre que possível.

Passa-se algo semelhante com as fontes/caracteres utilizados no texto.  Hoje em dia a generalidade dos processadores de texto e das distribuições de LaTeX utilizam fontes TrueType e OpenType, que são escaláveis e geram caracteres sempre bem desenhados, qualquer que seja o nível de zoom que se aplique ao PDF.

No entanto, o MikTeX insiste em, por omissão, utilizar fontes bitmapped, que não são escaláveis. No ecrã do computador não faz grande diferença, mas resulta em textos pouco nítidos quando impressos em impressoras de elevada qualidade.

Qual é a solução?

A mais simples que conheço é instalar um pacote chamado cm-super.  Se este pacote não estiver instalado no su MikTeX instale-o.  Se não sabe como instalar pacotes no seu MikTeX, então leia o atigo que publiquei Sobre a importância de manter a instalação de LaTeX atualizada que, apesar de nã…

Colunas com dimensão automática

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No LaTeX, o ambiente tabular tem um argumento obrigatório que especifica simultaneamente o número de colunas e o alinhamento do texto nas mesmas.  Por exemplo:

\begin{tabular}{lllcr}

\end{tabular}

especifica um objeto tabular (com liberdade de expressão podemos dizer que é uma tabela) com 5 colunas, as três primeiras com conteúdos alinhados à esquerda ('l'), a quarta com conteúdos centrados e a quinta com conteúdos alinhados à direita. Note-se que apenas indicamos o número de colunas e o seu alinhamento, não a sua dimensão.  A dimensão de cada coluna é calculada automaticamente de forma a englobar o conteúdo mais longo que for esepcificado nessa coluna.

Mas às vezes queremos limitar o tamanho máximo de uma coluna, e para isso existe o elemnto 'p{<dim>}' onde '<dim>' é uma dimensão.  Por exemplo:

\begin{tabular}{lcp{5cm}}

\end{tabular}

especifica um objeto tabular com três colunas, a primeira com conteúdos alinhados à esquerda e dimensão do maior eleme…

O que parece nem sempre é! Como assegurar a qualidade das imagens (figuras) nos documentos?!

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A imagem que colocou na sua tese parece excelente quando visualizada no ecrã do seu computador.  Mas será que é igualmente agradável quando visualizada num tablet?  Ou num computador com ecrã HD?  Ou quando impressa a cores?  E se for impressa a preto-e-branco?

O que parece nem sempre é!  Por isso… vamos lá falar um pouco de imagens.

Os ecrã têm normalmente uma resolução consideravelmente baixa (de 72 a 200 DPI).  Uma impressora tem no mínimo 300 DPI e pode ir facilmente até aos 1200 DPI.  A consequência deste diferencial é que no ecrã as imagens parecem bem, mas na impressão ou num ecrã HD elas aparecem pouco nítidas (desfocadas) ou “às escadinhas”.

NOTA: DPI significa Dots Per Inch e 600 DPI  é aproximadamente o mesmo que 236 pontos-por-centímetro. Logo, uma imagem com 10×5cm a 600 DPI deverá ter 10×236 por 5×236 pontos, ou seja 2360×1180 pontos.

E como é que o problema das imagens pouco nítidas se resolve?

Vamos falar de dois tipos diferentes de imagens…

Imagens tipo bitmap
O ecrã do…

Etiquetas (labels) de figuras, tableas, equações e afins.

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As etiquetas (labels) permitem dar um nome simbólico a um objeto numerado, para mais tarde o poder referenciar.  O exemplo clássico é o de uma figura:
\begin{figure}
  \centering
  \includegraphics{blah}
  \caption{A blah figure.}
  \label{fig:terra}
\end{figure}
Mas também podemos associar etiquetas aos items de um enumerate:
\begin{enumerate}
  \item Um cão;\label{it:cao}
  \item Um gato;\labe{it:gato}
  \item E um leopardo.\label{it:leopardo}
\end{enumerate}
Em ambos os casos, podemos sempre referenciar os objetos (ou os items do enumerate) com “\ref{…}” e “\pageref{…}”, e.g.:
Com se pode ver na figura~\ref{fig:terra} (página~\pageref{fig:terra}) e comprovado pelos items~\ref{it:cao},~\ref{it:gato} e~\ref{it:leopardo}, a variedade animal é enorme.
É verdade que as etiquetas só são relevantes para o autor do texto (o LaTeX substitui-as por números, letras, ou o que for relevante).  Mas ainda assim é importante uma boa escolha das etiquetas.  Claro que se temos duas figuras e uma tabela, não fa…